No ar desde 15/02/2000 - Obrigado pela sua visita -


Agenda
Amigos Virtuais
Aniversário
Balcão de Empregos
Cartão Postal
Charadas
Classificados
Clientes
Colunistas
Curiosidades
Eleições
Enigmas
Eventos
Fotos
Guia Eletrônico
Ilusão de Ótica
Livraria Papa-Siri
Mágicas
Noticias
Piadas/Lazer
Receitas

Fale conosco
 
 
 
 


 


www.itajaionline.com.br - 02/11/17 -------- clique aqui para ler a coluna anterior

Crônica 374 – Dia dos Mortos e o Luto

O feriado de Finados se transformou numa festa para a população brasileira, que congestiona as estradas em direção a diversos locais de lazer: praias, montanhas e estações de águas termais, lotando restaurantes e lugares festivos. Alguns ainda preservam o costume de ir ao cemitério no dia 2 de novembro e levar flores nos túmulos, lembrando com saudade, nas orações, dos entes queridos que já se foram.

Os mexicanos realizam grandes festas para homenagear a memória dos mortos. Conhecida como Dia de Los Muertos, a celebração vai de 31 de outubro a dia 2 de novembro. Nesse período as pessoas usam fantasias coloridas de caveiras, constroem altares dentro das casas e preparam as comidas e bebidas preferidas dos falecidos e, é claro, degustam e se embriagam com as oferendas.

Espanhóis com roupas coloridas levam flores para os túmulos e, à noite, saboreiam um doce especial chamado Hueso de Santos (Osso dos Santos), num clima festivo. No feriado de Obon, em 15 de agosto, os japoneses lotam estradas, estações rodoviárias e aeroportos e fazem homenagens aos seus ancestrais, incluindo danças e comidas especiais, com retorno aos lares em que viveram com seus antepassados.

Para os americanos é o Halloween, tradição que vem sendo inserida no Brasil pela influência das escolas da língua inglesa.

Segundo Léon Denis (1846-1927), a data específica para a comemoração dos mortos é uma iniciativa dos druidas, pessoas encarregadas das tarefas de aconselhamento, ensino, jurisprudência e filosofia dentro da sociedade celta, que acreditavam na continuação da existência depois da morte e reuniam-se – nos lares e não nos cemitérios –, no primeiro dia de novembro, para homenagear e evocar os mortos.

No meio de tantos questionamentos sobre o que é morrer, encontramos pensamentos variados nas mais diversas culturas do mundo. Porém, precisamos entender que não se pode viver aprisionado aos que já se foram, caso contrário passa a ser patológico e o sofrimento não se dissipa. Até hoje, diversas crenças foram criadas para compensar as perdas por morte, pois não sabemos o que nos acontece depois da vida e o medo passa a ser um processo inconsciente de negação da morte, da qual ninguém escapa.

O inconsciente é eterno e atemporal. O ego agoniza quando enfrenta a realidade externa, com pavor do desconhecido, resultando em psiconeuroses que se manifestam com elevação da ansiedade, podendo se transformar em pânico. O luto é um processo de afetamento, que produz emoções com sentimentos difíceis de controlar. Quando se passa a aceitar a vida como ela é, o equilíbrio pode ser encontrado para a continuidade do ser, ampliando a capacidade de enfrentar as adversidades e se permitindo a aceitar o hoje, o presente, e que merecemos uma vida saudável e harmoniosa, apesar das nossas perdas.

É preciso saber viver!


Dias 10 e 11/11 - aula em Balneário Camboriú
Psiquiatria e a Psicanálise
Aberto a convidados mediante inscrição prévia


Antonio Lopes
Psicanalista Didata
Professor e Coordenador do Curso de Psicanálise

(47) 9923 4913 (TIM) / 2125 4913 (res.). / 9914 1145

antonio@psicanalisesc.com.br virgilia.sandra@hotmail.com - www.psicanalisesc.com.br
– facebook instituto idego – youtube instituto idego – google instituto idego
facebook.com/Instituto-IdEgo



 




© inaugurado em 15/02/2000. Todos os direitos reservados. - Itajai On Line