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Atlântida: Lenda ou Realidade?


"... contaram então a Sólon que ele e os demais gregos ignoravam tudo a respeito dos períodos mais antigos da história da humanidade; e explicaram essa ignorância pelo fato de catástrofes e terremotos haverem destruído os monumentos onde os gregos gravaram seus feitos..."
Platão, no Timeu

A lenda de Platão, o filósofo grego, foi preservada por pastores egípcios desde o ano 400 a.C..

Ela descreve dois diálogos que se referem a uma viagem de Sólon ao Egito, onde ele soube que os sacerdotes egípcios de Sais possuíam registros escritos sobre "uma ilha continental além das Colunas de Hércules chamada Atlântida, o centro de um grande e maravilhoso império" com uma grande população, cidades de telhados de ouro, frota e exércitos poderosos para invasão e conquistas. A Atlântida é descrita como uma civilização avançada, um império de engenheiros e cientistas, tão ou mais avançados tecnologicamente que a nossa civilização.

Segundo a lenda, desapareceu há cerca de 12 mil anos em meio a enchentes e terremotos, forçando seus sobreviventes a se refugiarem por todo o mundo.
Há séculos exploradores e cientistas buscam em vão esta civilização perdida. A maioria dos pesquisadores concorda com os estudos realizados no século XVII pelo padre Kircher, o qual afirmou que o continente desaparecido situava-se a oeste do estreito de Gibraltar, ou seja, submerso em algum lugar do Atlântico. Porém, esta não é a única teoria...

Lendas de um Dilúvio

Sabemos que a tradição do dilúvio, pelo menos a lembrança dele, é comum a todos os povos do mundo, com excessão dos polinésios. Esta mesma tradição, narrada no Gênesis, era comum tanto aos babilônios, assírios, persas, egípcios, gregos, italiano quanto às cidades-Estado da Ásia Menor - sem mencionar os povos do Mediterrâneo, Golfo Pérsico, Mar Cáspio e até mesmo Índia e China.

Seria fácil explicar a propagação da história de um dilúvio e da "arca dos escolhidos" na Ásia, pelas grandes rotas das caravanas. Porém, como explicar que os nórdicos e os celtas tenham histórias semelhantes? Imagine então explicar a semelhança entre as histórias dos povos americanos, as quais narram um dilúvio e embarcações vindas do oriente...

É impressionante as características em comum entre todas as "lendas". Vejamos algumas:

- De acordo com o que pode ser resgatado de antigos documentos astecas, o México também foi visitado por Noé. Era conhecido como Coxcox, Teocipactli ou Tezpi. Segundo os documentos, Coxcox se salvou junto com sua esposa num barco, deixando a arca então no Monte Colhuacau. Pinturas retratando o grande dilúvio foram encontradas entre os astecas, os mistecas, os zapotecas, os tlascalanos e muitos outros;

- Os maias também deixaram gravados em hieróglifos crônicas, as quais foram quase que totalmente destruídas pelos espanhóis durante as guerras de conquista. Porém, seu conteúdo permaneceu vivo na memória das pessoas e foi transcrito para uma crônica em latim. Essa crônica, entitulada Popol Vuh, retrata um grande cataclisma e um dilúvio ocorrido em uma terra a qual era considerada como sendo o paraíso na Terra;

- Os primeiros colonizadores da América do Norte deixaram relatos que as tribos dos Grandes Lagos possuiam uma lenda a qual falava de uma grande inundação e de um salvador, ou "Noé";

- Os hopi sustentam que houve um lugar que for a destruído por conta da violência e da corrupção e os iroqueses contam que apenas um homem, uma mulher e um casal de cada raça animal se salvou;

- Na Colômbia, os índios chibchas possuem uma lenda que só difere da dos gregos nos nomes empregados aos deuses. Ambas as lendas mencionam um deus que sustentava os céus ( e às vezes a Terra ) e um grande dilúvio no qual as águas teriam escorrido através de um buraco aberto na superfície da Terra;

- Os incas também possuiam a tradição do dilúvio. Há uma lenda inca que conta que as chuvas teriam durado 60 dias e 60 noites, ou seja, 20 a mais do que na Bíblia;

- A lenda de Tamandaré, dos índios guaranis, também retrata um dilúvio e a salvação de um casal no alto de uma montanha;

- Há uma tradição que afirma que Quetzalcoatl, o deus branco dos astegas e toltecas, voltou para o seu país no mar do leste, depois de haver fundado a civilização tolteca. Esse mesmo deus era adorado entre os maias sob o nome de Kukulkán.

Todas as lendas dos povos americanos coincidem com as lendas dos povos do mediterrâneo, da África e da Ásia. Qual seria a explicação para isso então? Como explicar que índios colombianos contem exatamente a mesma história que os gregos?

A Atlântida na Bolívia

Baseando-se nas descrições do filósofo Platão o qual afirmou que a legendária ilha encontrava-se "oposta às Colunas de Hércules" (Estreito de Gibraltar), Jim Allen, um cartógrafo britânico, lançou uma teoria inédita sobre a localização da Atlântida. Buscando um lugar que tivesse uma superfície plana o suficiente e água em abundância, Jim identificou o altiplano da Bolívia, entre os lagos Titicaca e Poopó como o lugar onde seria mais provável a Atlântida ter existido.
Porém, até agora, nada foi encontrado no lugar que fizesse referência à Atlântida.

Uma Colônia Atlante

Na Idade do Bronze no Mediterrâneo, a civilização etrusca não resistiu aos romanos, mesmo sendo detentora de carros e armas de bronze, desaparecendo.
Esta cultura, habitante da Ligúria e cujo alfabeto ainda não foi decifrado, foi identificada por Platão como sendo uma colônia da Atlântida.

Se realmente o foi, talvez nunca venhamos a saber.
Sobreviventes Biológicos

Quando chegaram ao México, os espanhóis foram informados que os astecas tinham vindo de uma terra no mar, chamada Aztlán. Os espanhóis se conveceram então de que os astecas eram descendentes de habitantes da Atlântida. O próprio nome asteca significa "povo de Az", ou Aztlán ( os astecas costumavam denominar-se Tenocha ou Nahua ).

Lendas preservadas durantes muitos séculos entre os astecas, maias, toltecas, chibchas, aymarás, quíchuas e tribos da América do Central afirmavam que homens brancos viam do leste para ensinar-lhes as artes da civilização e depois partiam, prometendo voltar.

Também na América do Norte foram achadas estátuas e baixos relevos de homens brancos ou negros (não índios) vestidos com roupas muito semelhantes às usadas no mundo mediterrâneo. Exemplo disso são as enormes cabeças de pedra encontradas em Três Zapotes com traços e feições da raça negra assim como as estátuas da cultura olmeca. Estátuas e cerâmicas da cultura maia representando homens brancos com nariz semita, roupas sapatos e elmos completamente diferentes dos usados pelos maias são mais provas de que perdemos algo de nossa história.

Documentos dos conquistadores espanhóis relatam índios brancos e negros assim com ameríndios de cabelos ruivos. Dos últimos, restaram as múmias peruanas. Assim sendo, afirmar que todos os índios americanos são descendentes dos asiáticos é, no mínimo, uma super-simplificação. Um estudioso do assunto, fez há alguns anos um comentário que faria marcas profundas em todas as teorias sobre este assunto; ele observou que em sua aparente migração da Ásia para as américas através do Estreito de Bhering, nenhum dos povos asiáticos trouxe consigo seus animais domésticos. O único animal doméstico encontrado pelos espanhóis foi um cachorro, ancestral do Chihuahua, uma raça puramente mexicana.

Quanto a essa afirmação, qualquer um poderia retrucar perguntado sobre os animais comuns nos dois continentes, no que eu responderia - seria possível esses homens que migraram para as américas trazerem consigo crocodilos, macacos, veados, leopardos, lobos, panteras e ursos - sem contar algumas espécies de algas e corais as quais com excessão de algumas ilhas perto do continente americano, só existem do outro lado do mundo?...

Certamente existiu alguma "ponte" no meio do(s) oceano(s) por onde estes animais puderam passar e que hoje se encontra submersa. Se assim o foi, não teriam os homens que aqui chegaram utilizado o mesmo caminho?

Podemos então pensar que toda (ou quase) a fauna das ilhas do Atlântico - moluscos, crustáceos, borboletas, coelhos, bodes, focas e até pessoas são sobreviventes biológicos isolados nos picos de montanhas de um continente há muito afundado?
Uma análise genética dessas pessoas isoladas há gerações nestas ilhas "perdidas" do Atlântico talvez possa trazer alguma luz sobre o assunto.

O Nacionalismo Influenciando as Pesquisas

Existem estudiosos e estudiosos. Há os que levam seus estudos realmente a sério, não se deixando influenciar por preceitos, crenças religiosas ou pela "comunidade científica", os quais independente do resultado e das conclusões que chegam, e do que os outros (cientistas) possam pensar, estanto certos ou não, divulgam o resultado real de suas pesquisas. A estes podemos considerar que se guiaram e foram influenciados por fatores dignos. Porém, há aqueles que por razões próprias, tendem a levar seus estudos, para um lado não ético e por vezes até absurdo.

Com relação a Atlântida, podemos dizer que existem centenas, se não milhares de teorias completamente diferentes e divergentes entre si. Ao estudarmos teorias modernas sobre a Atlântida e sua localização, percebemos o caráter um tanto "nacionalista" de algumas investigações principalmente no século XX.

Durante este século, observamos arqueólogos espanhóis tentando encontrar a Atlântida na Espanha e na África Espanhola e exploradores franceses tentando encontrá-la na França e na África Francesa. Muitos destes exploradores chegaram até a declarar que a Atlântida teria sido na própria França.

A Catalunha também foi indicada como possível localização por um estudioso catalão enquanto que Portugal também foi declarado como sendo a localização da Atlântida por um especialista português.

Temos muitos outros casos, como Criméia pelos russos, ou no Mar do Norte, em Mecklenberg, por alemães, na Irlanda por irlandeses e Inglaterra por ingleses, na Venezuela por um venezuelano e em Upsala, na Suécia, por um estudioso sueco.

Estes tipos de afirmações sem fundamentos, guiadas unicamente por razões próprias, tendem a desacreditar os cientistas sérios, que levam a cabo suas pesquisas baseados em crenças ou fatos fidedignos, fatores sérios, e não por alguma razão pessoal qualquer.

Conhecimentos Perdidos

A nossa astronomia moderna é considerada motivo de orgulho para todos nós. É dito que chegamos a um nível tecnológico nunca antes atingido. Equipamentos eletrônicos nos ajudam a enxergar planetas e suas luas a milhões de quilômetros no universo, calcular suas órbitas e fazer previsões astronômicas. Tudo isso graças a uma invenção relativamente recente: o telescópio.

Mas se o telescópio é tão recente, como explicar o conhecimento dos antigos sobre a trajetória de Urano e que em seu caminho, ele encobre seus satélites? De onde Dante Alighieri teria retirado sua referência ao Cruzeiro do Sul, duzentos anos antes de qualquer europeu tê-lo visto?

Como explicar o descobrimento de uma lente cristalina no local de escavações em Nínive, capital da antiga Assíria, representando uma civilização que existiu mil e novecentos anos antes do surgimento das lendas modernas?

E o computador marítimo grego de Antikythera, achado num navio naufragado no fundo do Egeu, em 1900, junto com uma estátua de bronze de Poseidon, atualmente, no museu de Atenas? Sua utilizade não foi entendida de momento, mas depois de limpo e estudado, tal não foi o espanto dos cientistas quando descobriram que o aparelho possuía um sistema de engrenagens que formava uma espécie de régua de cálculo para orientação nas navegações.

Outro fato o qual chama a atenção é o mistério do advento da civilização egípcia. A primeira dinastia, aproximadamente 3200 a.C. passou de uma cultura neolítica para uma cultura adiantada - quase que da "noite para o dia". Descobriu-se ainda que os egípcios já conheciam e praticavam cirurgias (incluindo-se cirurgias cerebrais!) além de possuírem conhecimentos sobre como curar fraturas expostas etc, o que nos faz pensar que a medicina moderna não é tão moderna assim...

De onde os egípcios teriam tirado toda a sua tecnologia e conhecimentos?

E há também o Mapa de Piri Reis...

Há de se supor que houve um ponto convergente para todo esse conhecimento perdido...

Regressão Cultural

Quando estudamos as civilizações antigas, alguns achados nos levam a crer certas culturas terias "esquecido" ou "regredido" em termos de conhecimento e cultura.
Um exemplo clássico é a crença comum de que os ameríndios e os maias, os quais possuíam conhecimentos matemáticos avançadíssimos, como o conhecimento e utilização do zero em cáculos cronológicos e astronômicos com incrível precisão, não conheciam a roda. Porém, esta crença foi abalada quando do decobrimento de brinquedos de roda antigos. Seria possível que toda uma civilização tivesse esquecido o uso da roda?

Outro fato intrigante é o mistério da aparente regressão cultural do Império Inca. Os predecessores dos incas eram capazes de edificar construções com enormes blocos de pedras que se encaixavam perfeitamente. Tais blocos eram ainda maiores que os utilizados pelos egípcios em suas pirâmides.

Como seria possível que um "povo primitivo" pudesse cortar e transportar esses gigantescos blocos, levando-se em conta, além de tudo, o relevo acidentado da região? E porque a cultura inca não absorveu todos esses conhecimentos fantásticos e se desenvolveu a partir deles?

A Atlântida no Atlântico

Como sabemos, o Atlântico é a localização mais provável e aceita pela maioria dos estudiosos - desde a publicação de Mundus subterraneus, do padre Kircher, no século XVII.
No último século, incontáveis pesquisas foram realizadas e vieram a confirmar que de fato, uma enorme ilha existiu no Atlântico Norte, a oeste do Estreito de Gibraltar, ou colunas de Hércules.

Neste ponto do globo, o solo se encontra mais próximo da superfície, com uma profundidade média de apenas 3000 metros. Há algumas elevações e cumes abruptos, indicando ainda não terem sofrido intensamente os efeitos da erosão, quer seja na água, quer seja no ar, já que alguns desses cumes chegam à superfície formando as Canárias, Açores e a Madeira.
O solo da região é formado por rochas de cor preta, branca e vermelha, o que nos faz voltar a Platão,o qual afirmou que "as montanhas da Atlântica eram de rocha preta, branca e vermelhas".

Edgard Cayce e a Atlântida

Edgard Cayce - o profeta adormecido -, previu em 1940 que cerca de 28/29 anos depois, ou seja, em 1968/69, um templo da Atlântida viria a superfície próximo a Bimini. Tal não foi a reação da imprensa e dos meios científicos quando em 1968, assim como havia sido previsto por Cayce, diversas construções submarinas começaram a aparecer nas proximidades de Bimini.

Ao descrever a Atlântida, Cayce disse que a parte afundada estava localizada no fundo do Oceano perto das Bahamas e que estas constituíam os picos da ilha afundada de Poseidia. Cayce afirmou também que as terras próximas a Bimini, seriam as terras mais altas do continente afundado. A isso junta-se o fato de ao sul deste ponto haver um abismo de cerca de 18 mil pés (aproximadamente 5400 metros) de profundidade.

Outras ruínas submarinas posteriormente encontradas, próximas a outras ilhas do Caribe, incluindo o que parece ser uma cidade inteira submersa perto da costa do Haiti e outra ainda, no fundo de um lago. Ainda em 1968, foi descoberta uma espécie de estrada submarina, ao norte de Bimini, desaparecendo nas profundezas do mar.

Pesquisas estão sendo levadas a cabo, para descobrir se as ruínas são dos Maias ou se fazem parte realmente dos feitos de uma outra e mais antiga civilização.
A Resposta da Comunidade Científica às Afirmações de Cayce
Como a pesquisa psíquica ainda não é considerada como uma fonte fidedigna pela "Ciência", estes estudos e teorias conseguem no máximo a resposta "sem comentários" por parte das comunidades arqueológicas ou científicas.

O Fim da Civilização Atlante Segundo Cayce

Segundo Edgard Cayce, o fim da civilização atlante deu-se devido a fatores como descontentamento do povo, escravidão dos trabalhadores e "misturas" (entre homens e animais), sacrifícios humanos, adultério, fornicação generalizada e mau uso das forças da natureza.

Mais Sobre a Atlântida

Quando chegaram ao México, os espanhóis foram informados que os astecas tinham vindo de uma terra no mar, chamada Aztlán. Os espanhóis se conveceram então de que os astecas eram descendentes de habitantes da Atlântida. O próprio nome asteca significa "povo de Az", ou Aztlán (os astecas costumavam denominar-se Tenocha ou Nahua).
Lendas preservadas durantes muitos séculos entre os astecas, maias, toltecas, chibchas, aymarás, quíchuas e tribos da América do Central afirmavam que homens brancos viam do leste para ensinar-lhes as artes da civilização e depois partiam, prometendo voltar.

Também na América do Norte foram achadas estátuas e baixos relevos de homens brancos ou negros (não índios) vestidos com roupas muito semelhantes às usadas no mundo mediterrâneo. Exemplo disso são as enormes cabeças de pedra encontradas em Três Zapotes com traços e feições da raça negra assim como as estátuas da cultura olmeca. Estátuas e cerâmicas da cultura maia representando homens brancos com nariz semita, roupas sapatos e elmos completamente diferentes dos usados pelos maias são mais provas de que perdemos algo de nossa história.

Documentos dos conquistadores espanhóis relatam índios brancos e negros assim com ameríndios de cabelos ruivos. Dos últimos, restaram as múmias peruanas. Assim sendo, afirmar que todos os índios americanos são descendentes dos asiáticos é, no mínimo, uma super-simplificação. Um estudioso do assunto, fez há alguns anos um comentário que faria marcas profundas em todas as teorias sobre este assunto; ele observou que em sua aparente migração da Ásia para as américas através do Estreito de Bhering, nenhum dos povos asiáticos trouxe consigo seus animais domésticos. O único animal doméstico encontrado pelos espanhóis foi um cachorro, ancestral do Chihuahua, uma raça puramente mexicana.

Quanto a essa afirmação, qualquer um poderia retrucar perguntado sobre os animais comuns nos dois continentes, no que eu responderia - seria possível esses homens que migraram para as américas trazerem consigo crocodilos, macacos, veados, leopardos, lobos, panteras e ursos - sem contar algumas espécies de algas e corais as quais com excessão de algumas ilhas perto do continente americano, só existem do outro lado do mundo?...

Certamente existiu alguma "ponte" no meio do(s) oceano(s) por onde estes animais puderam passar e que hoje se encontra submersa. Se assim o foi, não teriam os homens que aqui chegaram utilizado o mesmo caminho?

Podemos então pensar que toda (ou quase) a fauna das ilhas do Atlântico - moluscos, crustáceos, borboletas, coelhos, bodes, focas e até pessoas são sobreviventes biológicos isolados nos picos de montanhas de um continente há muito afundado?

Uma análise genética dessas pessoas isoladas há gerações nestas ilhas "perdidas" do Atlântico talvez possa trazer alguma luz sobre o assunto.

Alguns críticos ao longo da história insinuaram que a Atlântida só é lembrada por causa de Platão. Sendo isto verdade ou não, não há como negar o impacto que esta narrativa teve e tem em nossas vidas ao longo da história.

No entanto, existem outros relatos referenciando a Atlântida que merecem destaque:

- Homero (sec VIII a.C.) em sua Odisséia, refere-se a Scheria, uma ilha afastada no oceano, que ficava depois das Colunas de Hércules a oeste, onde viviam os faécios, "os mais famosos homens"... Faz também uma outra referência à cidade de Aleino, a qual segundo suas descrições, lembra em muito a Atlântida de Platão;

- Também em sua Odisséia, Homero se refere a duas tribos, uma chamada Atarantes e a outra Atlantes a qual o nome derivada de uma montanha cônica e arredondada chamada Atlas. Dizem que era tão alta, que seu cume nunca poderia ser visto, pois as núvens jamais o permitiriam;

- O escritor e sacerdote egípcio Manetho fornece a indicação de que a data em que os egípcios mudaram seu sistema de calendário ocorreu na mesma época em que Platão indica o afundamento da Atlântida, há onze mil e quinhentos anos atrás;

- Consta que existe um registro o qual descreve uma expedição enviada por um faraó da Segunda Dinastia para descobrir o que aconteceu à Atlântida e descobrir se ainda restara alguma coisa. Segundo o que pode ser levantado, a expedição voltou cinco anos depois, sem cumprir a missão;

- Tucídides (460 - 400 a.C.) nas Guerras do Peloponeso descreveu terremotos e inundações as quais destruíram cidades e ilhas e menciona uma terra a qual também fora atingida chamada Atalante;

- Os gauleses, habitantes da antiga Gália, acreditavam que haviam sofrido invasões de um povo cuja terra natal era uma ilha a qual afundara no meio do oceano;

- Um manuscrito entitulado A Respeito do Mundo e atribuído a Aristóteles evidencia a crença em outros continentes;

- Diodoro Siculus, o Siciliano (século I a.C.), dentre outras afirmações e registros, descreveu a Atlântida como uma "ilha de tamanho considerável e situada no oceano a uma distância de alguns dias de viagem da Líbia (entende-se Líbia a África conhecida até então) para o oeste e cujo povo era chamado Atlatioi.

E mais dezenas de outros registros de historiadores famosos assim como Heródoto (século V), Apolodoro (século II), Teoponipos (século IV a.C.), Tertuliano (160 - 240), Philo Judaeus (20a.C. - 40 a.D.), Aelius (Claudius Aelianus - século III).

Como podemos ver, era crença comum os habitantes do antigo mundo mediterrâneo acreditar no afundamento de uma grande ilha continente a oeste dali e também em invasões e dominações de um povo mais desenvolvido.
As lembranças da Atlântida estão presentes em todos os povos do mundo, com excessão da Polinésia. Isso não se pode ignorar!

Provas Deixadas Pelo Homem

Como explicar semelhantes idiomas, ferramentas, técnicas de construção, tecnologias e desenhos tanto na Ásia e Europa, quanto nas Américas?
Só podemos supor que havia alguma ligação por terra entre estes continentes e que alguma civilização bastante evoluída habitou estas terras dando origem à diversas civilizações como os egípcios, os antecessores dos maias e astecas, os mesopotâmios e outros.
Os cientistas ortodoxos tendem a negar a existência de tal civilização, mas como explicar a semelhança de um gigantesco número de palavras do idioma basco com as línguas dos antigos habitantes do continente americano? Como explicar a inegável semelhança entre os tipos físicos dos bascos e dos maias e incas?

Podemos citar ainda milhares de outras semelhanças:

- Um dos principais símbolos místicos que habitou os Andes (antes dos incas e maias), a cruz gamada, pertencia também ao misticismo dos árias;
- Também os costumes, lendas e religiões dos povos americanos tem notável semelhança com os correspondentes euro-asiáticos;
- Tanto os aquedutos incas quanto os da Ásia Menor tem o mesmo desenho, e a conhecida pirâmide escalonada do Egito também pode ser encontrada na arquitetura pré-colombiana da América;
- Nos EUA foram encontrados um túmulo pré-colombiano em forma de elefante - em Wisconsin, e uma flauta também em forma de elefante/mamute em Iowa;
- Em Palenque, na península de Yucatán, também foram encontradas máscaras de elefantes de baixo relevo;
- E o que falar sobre as incríveis imagens as quais só podem ser vistas do ar - e de desenhos riscados no chão localizados em Avebury, na Cornuália, também só visíveis do alto.
Na região de La Esmeralda - no Equador - foram encontradas provas de que uma civilização super avançada ali viveu. Na região foram encontrados um espelho côncavo de curva perfeita, indicando que os que ali viveram tinham vasto conhecimento e domínio sobre os conceitos da matemática. Também foram encontradas estatuetas com incrível nível de detalhes, representando homens negros, caucasianos, egípcios, semitas, maias e outras raças desconhecidas, provavelmente extintas.
É bem provável, para não dizer certo, que os atlantes e esta civilização de mais de 13 mil anos, mantivessem laços culturais fortes e assim trocassem conhecimento sobre o resto do mundo.

Algumas descobertas chegam a ser muito desconcertantes, como os brinquedos de rodas do antigo México e os diversos ossos de mamutes, elefantes, leões, tigres, camelos e cavalos primitivos encontrados em toda a América, apesar de nenhum desses animais ali existir quandoos espanhóis chegaram.
Seria praticamente impossível prolongar a lista de semelhanças e "coincidências". Ela sobe à casa dos milhares, mas bastam alguns casos para levantar a ponta do mistério.

Bibliografia:
· Grandes enigmas da humanidade, Editora Vozes – Luiz C. Lisboa & Roberto P. de Andrade;
O Mistério da Atlântida, Editora Nova Fronteira - Charles Berlitz

 



 




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