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Saiba tudo sobre o Mico Leão Dourado!

Características gerais:

- Os micos-leões-dourados têm pelos com tons variados de dourado e cauda comprida. Possuem dedos muito compridos que facilitam a captura de pequenas presas em locais escondidos. Esses animais são onívoros, se alimentam de uma grande variedade de frutas, além de artrópodes e pequenos vertebrados.

- São animais de hábitos diurnos, mais ativos nas primeiras horas do dia, quando caçam e realizam suas atividades, além de gostarem de passear à luz do sol. Dormem à noite em buracos nos troncos das árvores, nas partes mais altas.

- Nos grupos há geralmente um casal ou uma fêmea e dois machos e os filhotes, que nascem nos meses de setembro ou outubro.

- É uma das espécies mais ameaçadas de extinção, devido a destruição do seu habitat. A sua sobrevivência se deve aos projetos e unidades de conservação. Por isso, virou símbolo de uma campanha mundial para salvar as espécies nativas da floresta brasileira.

- Tem apenas 33 centímetros, fora a cauda. Vive exclusivamente na Mata Atlântica, principalmente na região do Rio de Janeiro.

Espécie Ameaçada de Extinção:

- A principal causa da vulnerabilidade e do risco de extinção do mico-leão-dourado é a fragmentação do seu habitat. Historicamente, infelizmente, a Mata Atlântica vem sendo explorada e destruída desde a época da colonização do Brasil.

- As atividades agropecuárias e extrativistas, juntamente com a ocupação e crescimento desordenado das zonas costeiras da Mata Atlântica quase exterminaram esse mamífero de pelagem dourada.

- Por isso, ele é um símbolo da luta pela conservação da biodiversidade no mundo todo, e os esforços pela espécie começaram nos anos 1970 quando sua situação era muito crítica.

- A maioria dos micos-leões dourados são encontrados atualmente dentro de áreas de proteção ambiental. Estão presentes na Reserva Biológica (Rebio) de Poço das Antas, no município de Silva Jardim, que foi criada em 1974 e na Rebio União, criada em 1998, no município de Rio das Ostras, ambas no Rio de Janeiro.

- Nos últimos trinta anos aumentou o número de animais na natureza, hoje há cerca de 1000 indivíduos distribuídos em fragmentos do seu habitat natural, mas ainda não o suficiente para retirá-lo da lista de animais ameaçados.

Segundo a "Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção", publicada em 2014 pelo Ministério do Meio Ambiente, o mico-leão-dourado encontra-se em perigo de extinção (EN). Ele também está incluído na lista vermelha do IUCN.

Habitat:

- Como dito anteriormente, o mico-leão-dourado é endêmico da Mata Atlântica, ou seja, é encontrado exclusivamente nesse bioma. Originalmente distribuído do RIo de Janeiro até o Espírio Santo, hoje distribui-se por fragmentos florestais na Bacia do Rio São João, localizados em alguns municípios do Rio de Janeiro.

- Vive nas regiões de baixada costeira, ocorrendo até os 500 metros de altitude. Os micos-leões-dourados habitam tanto matas primárias (nativas) como matas secundárias (alteradas pela ação humana).

- No entanto, o animal mesmo sendo pequeno ocupa grandes áreas da floresta, cada grupo (de quatro a oito indivíduos), precisa de cerca de 110 hectares para viver.

- Isso significa que a fragmentação do habitat gera isolamento dos grupos o que é prejudicial do ponto de vista genético, aumentando a sua vulnerabilidade à extinção.

Classificação:

- O nome científico do mico-leão-dourado é Leontopithecus rosalia e foi descrito em 1766 por Lineu.

- Existem quatro espécies de micos-leões, que apresentam diferentes características e vivem em regiões separadas, mas todos são endêmicos da Mata Atlântica e têm hábitos semelhantes. São eles:

Mico-leão-da-cara-dourada (Leontopithecus chrysomelas). Vive na Bahia; (Foto 8)

Mico-leão-da-cara-preta (Leontopithecus caissara). Vivem em pequena área no sudeste de São Paulo e no Paraná. (Foto 9)

Mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus
). Encontrado em São Paulo; (Foto 10)

O mico-leão da cara preta foi descoberto na Ilha de Superagüi, no litoral do Paraná, em 1990. Até então, sua existência era desconhecida pelos cientistas, apesar das histórias contadas por moradores da região.



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